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HISTORIAS DE APRENDIZAGEM

O Histórico do Agroecologia em Rede

O sistema do Agroecologia em Rede foi concebido no início da década de 2000 no âmbito de um projeto sobre plantas nativas do nordeste realizado em parceria entre a AS-PTA e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Nesse primeiro momento, a proposta foi a de criar um banco de dados acessível pela internet para cadastrar e disponibilizar boletins com sistematizações de experiências em agroecologia, uma metodologia concebida originalmente pela AS-PTA para aprimorar e intensificar os fluxos de informações entre agricultores(as)-experimentadores(as) no território da Borborema. A ideia do AeR surgiu quando um conjunto de organizações de diferentes estados do Nordeste adotou a prática de sistematizar experiências em boletins para apoiar processos de construção do conhecimento agroecológico nos seus respectivos territórios de atuação. Por meio da plataforma online, os boletins elaborados para facilitar a comunicação em redes territoriais passaram a ser compartilhados também entre as redes, fortalecendo a articulação entre organizações do campo agroecológico na região.

Por ocasião do II Encontro Nacional de Agroecologia, em 2006, foi realizado um mutirão nacional para identificação de experiências em agroecologia. Esse esforço compartilhado por movimentos, redes e organizações vinculados à Articulação Nacional de Agroecologia resultou em um banco de dados com mais de 1.100 experiências georreferenciadas que permitiu a composição do Mapa Nacional das Expressões da Agroecologia. As experiências foram classificadas segundo seus temas mobilizadores e segundo as identidades socioculturais de seus agentes protagonistas.

Tenda dos territórios no III ENA, em Juazeiro/BA em 2013.

Nesse mesmo período, outras iniciativas de mapeamento de experiências vinham sendo realizadas por outras redes e movimentos sociais engajados nas lutas por democracia e sustentabilidade no Brasil. Um deles foi o Mapa de Conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil, lançado em 2010, como resultado de um projeto desenvolvido em conjunto pela Fiocruz e pela Fase, com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. Além da identificação de conflitos territoriais, esse mapa apresenta análise críticas que permitem compreender seus significados a partir da perspectiva da defesa dos direitos humanos fundamentais, acentuando-se as lutas pela redução das desigualdades, a promoção da saúde coletiva e o fortalecimento da democracia na defesa da vida. Outra iniciativa relevante foi a do Farejador da Economia Solidária, lançado pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária, em 2009, com o objetivo de favorecer a criação de redes de economia solidária no país.

Com a realização do I Encontro Nacional de Diálogos e Convergências entre Agroecologia, Saúde e Justiça Ambiental, Soberania Alimentar, Economia Solidária e Feminismo, em Salvador (BA), em 2011, foi amadurecida a ideia de criação de uma plataforma Intermapas.

Entre os vários frutos desse processo, o Intermapas foi resultado do processo de integração de quatro banco de dados: Agroecologia em Rede, Cirandas (derivado do farejador da Economia Solidária) e Mapa de Conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde. O Intermapas materializou o interesse e compromisso de elaborar e estimular o uso de mapas que expressem as diferentes dimensões das lutas territoriais pelos seus protagonistas como uma estratégia de visibilização e articulação entre nossas redes e movimentos.

Oficina do Projeto de Sistematização de Experiências dos Núcleos de Agroecologia, em Luziânia/GO em 2017.

Dois aprendizados metodológicos-pedagógicos foram marcantes desse processo de diálogos e convergências: 1) o reconhecimento da “Pedagogia do Território”. É sobre onde a vida acontece que as convergências devem atuar / refletir e podem ganhar maior radicalidade; 2) a importância de se trabalhar de forma articulada e associada anúncio-denúncia-resistência. Denúncia crítica dos impactos, das injustiças e falta de democracia real do modelo de desenvolvimento hegemônico, mas ao mesmo tempo destacando a necessidade de se visibilizar as alternativas e processos de resistências e lutas.

Pela acumulação de forças em outros desafios e frentes de ação, o Agroecologia em Rede passou então por um longo processo de incubação.

Encontro do AeR no XI CBA, em Aracaju/SE em 2019.

Nos quatro anos entre o terceiro do quarto ENA, dois importantes projetos de sistematização de experiências são realizados movimentados pela ABA-Agroecologia e pela ANA. O projeto de Sistematização de Experiências dos Núcleos de Agroecologia, executado entre 2015 e 2017 com apoio do MDA, do CNPq, do MCTI e outros órgãos, sistematiza os aprendizados dos núcleos de agroecologia presentes em todas as regiões do país. Paralelamente, no âmbito da ANA, as Redes Territoriais de Agroecologia apoiadas pelo Programa Ecoforte vem sendo sistematizadas por meio de um projeto apoiado pela Fundação Banco do Brasil e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

No IV ENA, com o apoio da Fiocruz, o Agroecologia em Rede foi relançado após uma profunda alteração na sua interface. Agora, a plataforma está leve, moderna e adaptada a todos os tipos de dispositivo, em especial celulares e tablets. Esta mudança de visual é apenas um gostinho para o que vem por aí… E segue a história!

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