Faça Parte

Há muitas formas de tecermos juntas e juntos nossa atuação em rede. Contribuir com a construção desse sistema integrado de informações em agroecologia passa pelo envolvimento em caminhos já abertos (convergências) e pela promoção de integrações entre diferentes iniciativas (diálogos). Conheça cada um dos caminhos e construa conosco novas possibilidades:

Caminhos abertos

Na plataforma você pode 1) navegar pelos mapeamentos em curso ou já realizados e 2) participar cadastrando sua experiência nessa rede de histórias.

Como funciona: cada processo mapeante possui um instrumento específico de coleta de dados (nosso sistema de colheitas – link). As informações públicas são partilhadas na plataforma do AeR (consulta).

#CONVERGÊNCIAemRede

Quer contar a sua história para a gente? Conheça as nossas frentes mapeantes, cadastre a sua história e saiba como integrar seu projeto nessa rede.

Criar um processo mapeante

Um dos principais objetivos dessa iniciativa é promover conexões entre as várias experiências em agroecologia que existem e resistem no Brasil e na América Latina e oferecer um serviço comum, popular e integrado de pesquisa, sistematização e mapeamento. Para utilizar o Agroecologia em Rede como uma ferramenta de pesquisa e sistematização, o primeiro passo é entrar em contato com a Secretaria Executiva do Agroecologia em Rede. O Núcleo Operativo e Político (NOP), instância responsável pela curadoria geral do sistema, irá agendar um encontro virtual de apresentação e aprofundamento. De acordo com o tipo, o perfil e a natureza da iniciativa será avaliada a necessidade de criar um instrumento próprio ou a possibilidade de promover a integração da iniciativa proposta com outros mapeamentos já existentes.

Ao longo dos anos, desenvolvemos uma metodologia para a realização de mapeamentos no Agroecologia em Rede (AeR) que pudesse evidenciar e fortalecer os processos coletivos de construção do conhecimento agroecológico. O ciclo de mapeamento descreve cada uma das etapas envolvidas no processo de construção de uma iniciativa de sistematização dentro da plataforma. Observando o ciclo, é possível visualizar quais as demandas envolvidas em cada momento e as responsabilidades de cada ente mapeante e das demais camadas envolvidas.

A plataforma do AeR é mantida a partir de uma mosaico de organizações e processos mapeantes que financiam, de forma colaborativa, seu desenvolvimento. A iniciativa deverá apresentar uma proposta de contribuição para o desenvolvimento da plataforma, seja de recursos financeiros para seu aprimoramento e manutenção técnica ou de outros recursos que possam compor sua colaboração, como recursos humanos, estruturais e outros a serem dialogados junto ao NOP.

Ciclo de Mapeamento – passo a passo:

1. Curadoria: criação ou definição do grupo curador e dos demais grupos de trabalho.

2. Fichas: elaboração dos instrumentos de pesquisa.

3. Garantir integração com a Árvore Temática Geral do AeR e com as fichas básicas.

4. Segurança dos dados: apresentação do conjunto de documentos necessários para segurança dos dados.

A primeira fase é composta pela preparação do instrumento de pesquisa e formação do grupo de Curadoria, quando é formado um grupo com representantes de organizações e coletivos, responsável por desenvolver, monitorar e avaliar cada etapa do processo de gestão e sistematização dos dados de uma frente de mapeamento específica. ⁣

  1. Disponibilização dos instrumentos na plataforma: realização de testes de preenchimento e validação final.
  2. Elaboração do manual de preenchimento: criação de material de apoio para o cadastrante.
  3. Construção das estratégias de comunicação:
    1. Produção dos materiais e processos de comunicação
    2. Preparação de lançamento público do processo de pesquisa.
  4. Preparação da equipe de suporte/apoio/curadoria: atividades de “formação” e acolhida da equipe de apoio das organizações parceiras.

A segunda fase é o planejamento e lançamento do mapeamento, um momento potente de apresentar para o mundo o que se quer mapear. Nesta fase são também feitos os ajustes técnicos para acolher o mapeamento no sistema do AeR. Construir o formulário no sistema e fazer testes de preenchimento são fundamentais para tudo estar adequado para soltar o processo no mundo!

  1. Suporte técnico e acompanhamento dos cadastros: correção de bugs e auxílio remoto.
  2. Mobilização e diálogo: Curadoria coordena processo de animação.
  3. Análise de dados: construção de um Plano de Análise, envolvendo revisão dos cadastros e definição da metodologia de cruzamentos de dados.
  4. Balanços políticos e pedagógicos – ajustes e incidências.

A terceira fase é acompanhar e cuidar dos dados que estão sendo alimentados na plataforma, solucionar dúvidas e comunicar as novidades! Ao final desta fase é feito um mergulho nos dados, para criar relatórios e análises sobre a realidade que foi observada: as cores e sabores que o mapeamento faz surgir!⁣

  1. Definição dos instrumentos de divulgação: infográficos, boletins, cartilhas, livros.
  2. Mobilização equipe de comunicação para a produção de materiais gráficos.
  3. Construção das atividades de socialização e devolutiva.

Por fim, a quarta fase é a devolutiva dos resultados finais do mapeamento. Retornar aos territórios e às organizações parceiras e comunicar o que foi descoberto, quais são os anúncios e quais são as denúncias que permeiam as experiências cadastradas é uma tarefa fundamental para que a informação não fique guardada ou escondida. Informação é um instrumento de resistência e precisa estar nos territórios para fortalecer as experiências agroecológicas.

É assim que mapeamos e sistematizamos experiências no AeR, com zelo e cuidado com o caminhar, plantando as sementes, regando e cultivando para, no fim, termos frutos abundantes a serem saboreados por todos!

#DIÁLOGOemREDE

Quer utilizar o AeR como ferramenta de pesquisa e sistematização?

Preencha o formulario para entrar em contato com a Secretaria Executiva do Agroecologia em Rede.

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