AGROECOLOGIA UMA NOVA RELAÇÃO COM A TERRA

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2. AGROECOLOGIA UMA NOVA RELAÇÃO COM A TERRA Nome da/o autora/or: Carlos Manoel Porfírio Pinheiro Instituição técnica: Cetra - Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhor Nome dos/as agricultores/as: Germana Alves de Sousa e Francisco Evaldo Diogo Ferreira Comunidade de atuação: Lagoinha Município: Itapipoca/CE RESUMO A experiência foi realizada a partir do curso de formação em Feminismo, Agroecologia e Segurança Alimentar. Em que foi proposta como atividade do curso, aos técnicos/as e agricultores/as, a elaboração de uma sistematização de experiências em seus territórios de atuação. Esta experiência em questão foi realizada por Carlos Manoel, técnico agrícola do CETRA que sistematizou a experiência da família de dona Germana Alves de Sousa e Francisco Evaldo Diogo Ferreira, situado na comunidade de Lagoinha, no município de Itapipoca/CE. Germana e Francisco desenvolvem as atividades no seu quintal produtivo produzindo roçado e hortaliças como também criações de caprinos, porcos e galinhas. Essa produção é destinada primeiramente para a alimentação da família, contribuindo assim para a sua soberania e segurança alimentar, sendo comercializadas através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) as carnes de caprino e aves. Nos arredores de seu quintal, a família também sustenta uma mata nativa, enriquecida com o plantio de sabiá. Desse subsistema retira-se, quando necessário, a madeira utilizada para a manutenção da unidade de produção familiar. Ações de reaproveitamento da água e produtos orgânicos provenientes dos agrossistemas e da criação de animais também são utilizados dentro da propriedade, a exemplo das águas cinza reutilizadas na irrigação das plantas; estercos de animais é utilizado na adubação das plantas; os restos de alimento e sobras de colheita complementam a alimentação dos porcos e aves, dentre outras ações. O casal se divide na execução das atividades agrícolas, sendo que D. Germana concilia as atividades domesticas com atividades como plantio, colheita, tratos culturais das fruteiras e da horta e os manejos dos porcos, cabras e galinhas. Quando não possui mão de obra suficiente, adotam a prática da troca dias de serviço entre as famílias da comunidade, potencializando o trabalho e dispensando assim o uso do dinheiro. A família, a partir da aproximação com as associações comunitárias locais, participa de projetos de apoio às unidades produtivas das instituições de assistência técnica rural a exemplo do Cetra e Cáritas.