Mandala: a experiência do Assentamento Acauã

O assentamento Acauã, em Aparecida, sofre severamente com a seca. Através da organização e da luta dos assentados foi aprovado o projeto mandala pelo governo do Estado. Com isso, foram construídos reservatórios de água cercados por áreas de cultivo - mandalas - nas áreas das famílias assentadas. A primeira mandala, de uso comunitário, foi construída no prédio da associação para molhar as plantas medicinais. A partir de então, as famílias aprenderam a construir suas próprias mandalas. Deve-se primeiro escolher um local perto da casa. Amarra-se um cordão em um pedaço de pau, uma pessoa fica no centro segurando o pau e outro se afasta três metros; em seguida marca-se um círculo com seis metros de roda. Depois de riscar, um buraco começa a ser cavado pelo centro, com um metro e meio de profundidade e formato de um funil. A etapa seguinte consiste em rebocar a parede; para isso, gasta-se cinco sacos de cimento, 15 carros de mão de areia e 300 tijolos. São usados três carros de mão de areia para cada saco de cimento. A mandala ainda acompanha uma mangueira preta de 25 metros para fazer a irrigação ao redor do buraco. A água é puxada por uma bomba manual, descendo pela mangueira pela força da gravidade. São feitos pequenos furos na mangueira para colocar pedaços de fitilhos para gotejar nos pés das plantas. Em 2003, já haviam 63 mandalas no assentamento, aonde os agricultores desenvolvem novas técnicas de irrigação para aumentar a eficiência no uso da água.

Experiência
Mandala: a experiência do Assentamento Acauã
Chamada
Mandala: a experiência do Assentamento Acauã
Ano de publicação
2003
Última atualização
04/11/2019
Autoras/es
Relator/a
Anexo
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