A experiência em agrofloresta da família de seu Zé Padre e dona Quinha

Zé Padre e dona Quinha são casados e moram na comunidade Serra do Catolé, na divisa de Nova Olinda e Santana do Cariri, no Ceará. Quando compraram o terreno de 15 tarefas, a terra era muito fraca devido às práticas de broca, destoca e queima para o plantio de mandioca. Nessa época, não exista nem uma árvore nativa e tudo que se plantava logo morria. Foi participando de uma reunião comunitária que conheceu a agrofloresta. Ouvia e não acreditava que pudesse dar resultado. Mas depois que comprou seu próprio chão resolveu experimentar de seu jeito. Conta que foi mexendo com a terra, o mato foi nascendo e passou a misturar a terra com o mato. E Foi observando que seu Zé padre compreendeu que é a folha da planta que fazia melhorar a terra. A partir de então passou a levar feixe de mato para cobrir a terra. Seu Zé acredita que nesse sistema a terra sempre vai continuar melhorando porque as plantas vão crescendo, aumenta a quantidade de folha na terra, o que faz melhorar também sua qualidade. A família passou a plantar mudas quase todos os dias do ano, mas concentra o plantio nos meses de maio e outubro. Seu Zé conta que anda sempre com o facão na cintura e com ele, abre covas, transplanta mudas, faz suas podas. O roçado é plantado quando as plantas mais altas ainda estão sem suas folhas. Hoje a família acredita no que faz. Pensa em continuar crescendo e multiplicar suas variedades. Experiência sistematizada para o VI Enconasa.

Experiência
A experiência em agrofloresta da família de seu Zé Padre e dona Quinha
Chamada
Recuperação do solo a partir da prática de agrofloresta
Ano de publicação
2006
Última atualização
17/04/2018
Autoras/es
Relator/a
Áreas Temáticas
Áreas Geográficas
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