Pouca terra, grandes resultados

Francisco Damião e Evaneide Paiva moram com os dois filhos na comunidade Abderramant, em Caraúbas, Rio Grande do Norte. O casal passou a se interessar por goiabas cultivadas de forma agroecológica após participarem de uma visita de intercâmbio que apresentava uma maneira diferente de lidar com a terra e as lavouras. No pomar da propriedade existem 80 pés de goiabeiras, que produzem 175 quilos da fruta semanalmente. Toda goiaba comercializada no médio oeste potiguar era produzida na região do vale do São Francisco, onde o uso de venenos é intenso no cultivo. Damião vende a produção nas feiras agroecológicas de Caraúbas e Umarizal, e ainda vende para os municípios de Patu e Olho d'Água dos Borges. O casal poda os galhos mais velhos e levanta a saia das goiabeiras para conseguir produzir permanentemente. A propriedade da família é de 50 hectares; meio hectare é para o cultivo de goiabeiras, três hectares para culturas de sequeiro como milho e feijão, e o restante é para as quatro cabeças de gado e sessenta de ovinos que criam. A produção agroecológica não agride o meio ambiente, melhora a qualidade da alimentação e garante uma renda o ano inteiro para a família. Os vizinhos, que antes o criticavam, agora o procuram atrás de orientação e defensivos e adubos naturais.

Experiência
Pouca terra, grandes resultados
Chamada
Cultivo agroecológico de goiabas
Ano de publicação
2003
Última atualização
17/04/2018
Autoras/es
Relator/a
Áreas Temáticas
Áreas Geográficas
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