Uma experiência de valorização do acesso a terra

Seu Paulo Alexandre da Silva e sua família viviam em um pedaço de terra no município de Arara. Além de pequena, a terra era muito ruim para garantir o sustento da família. Resolveram morar em um acampamento e na luta, conseguiram em 1990 um novo chão no Assentamento Osiel Pereira, em Remígio, na Paraíba. Foi nessa organização que tratou de buscar alternativas que pudesse melhorar as condições de vida de sua família. Com o apoio do STR de Remígio e do Pólo da Borborema, seu Paulo mobilizou os outros assentados para a criação de um banco de sementes comunitário. Ele ainda visitou experiências de agricultores na Bahia e em Pernambuco, e quando voltou começou a plantar gliricídia e leucena para fazer forragem para os animais e plantar nim para controlar as lagartas. No arredor de casa a família planta graviola, pinha, caju, manga, goiaba e mamão, e ainda cria galinhas, perus, cabras e ovelhas. O roçado em que produzem é de 10 hectares, e de lá saem o alimento da família e a forragem dos animais. A família construiu um silo do tipo trincheira, onde mistura a gliricídea com o cambão do milho, palha, capim, e maniva; tudo moído e triturado. A experiência bem sucedida da família é referência no assentamento, e os outros moradores já se mobilizam para fazer silagem e farelo de maniva.

Experiência
Uma experiência de valorização do acesso a terra
Chamada
Produção de forragem no agreste paraibano
Ano de publicação
2006
Última atualização
05/12/2020
Autoras/es
Relatoras/es
Áreas Temáticas
Áreas Geográficas
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