ASSOCIAÇÃO NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS---Associação de Agroecologia

Até 2006 as famílias da comunidade de Umbu, no município de Cerro Negro, no planalto serrano de Santa Catarina, viviam insatisfeitas com a produção rural. Em sistema convencional, elas plantavam feijão e milho para o consumo, arroz, que era vendido a atravessadores, além do fumo em integração com empresas fumageiras. Não havia incentivos para a produção. Nesta época algumas pessoas da comunidade começaram a discutir os problemas enfrentados e concluíram que precisariam se associar para buscar apoio. E foi frequentando a Casa Familiar Rural que algumas destas lideranças conheceram o Centro Vianei de Educação Popular. A partir da organização comunitária e do apoio do Centro Vianei, a associação então formada começou a construir e encaminhar projetos em busca de apoio à produção - desde obtenção de calcáreo para a correção do solo até máquinas de costura ou arame para telar quitais. O Vianei passou também a oferecer assessoria para a produção agroecológica. Atualmente o grupo conta com cinco famílias produzindo hortaliças, feijão, aipim, batata doce e pinhão. A associação se filiou à Cooperativa Ecológica Ecoserra, que tem comercializado toda a produção. Na safra 2009/2010 o grupo conseguiu também, através da Ecoserra, participar do programa de compra institucional da agricultura familiar gerido pela Companhia Nacional de Abastecimento -- o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A Associação está agora, em parceria com outros quatro grupos da região, começando a organizar uma feira agroecológica, que será na sede do município de Cerro Negro. Segundo os agricultores, a maior dificuldade enfrentada em suas atividades são relativas ao transporte, pois as estradas de acesso à comunidade são muito precárias. Mas apesar disso, eles ressaltam os avanços do trabalho: graças às oportunidades de comercialização, sobretudo com a entrada no programa PAA, aumentou muito a segurança das famílias com relação à renda. Além disso, todos observam benefícios à saúde por não trabalharem mais com venenos agrícolas.

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