Rede de Sementes do Xingu

A Rede de Coletores de Sementes do Xingu surgiu em novembro de 2007 com os primeiros resultados das experiências de restauração florestal da Campanha Y Ikatu Xingu, através de plantio direto de sementes, e, da necessidade cada vez maior de matéria-prima para a produção de mudas. A Rede se propõe a realizar um processo continuado de formação de coletores de sementes nas cabeceiras do rio Xingu, para disponibilizarem sementes da flora regional na quantidade e com a qualidade que o mercado demanda; formar uma plataforma de troca e comercialização de sementes; valorizar a floresta nativa e seus usos culturais diversos, gerar renda para agricultores familiares e comunidades indígenas e servir como um canal de comunicação e intercâmbio entre coletores de sementes, viveiros, ONGs, proprietários rurais e demais interessados. A Rede já realizou cinco encontros, além das oficinas de capacitação. Nesses encontros são tomadas decisões coletivas como, por exemplo, elaboração da tabela de preço e definição de espécies prioritárias; troca de experiências entre coletores e nós (pessoas responsáveis pela articulação da rede em assentamentos ou cidades) da rede; organização do trabalho e funcionamento da rede; traçar as linhas de atuação da rede; etc. A Rede de Sementes do Xingu possui dois locais para o armazenamento de sementes (casas de sementes): em Canarana, a maior e melhor equipada, e, São José do Xingu. Nesses locais também existem viveiros e são realizados testes de germinação e a identificação da espécie coletada. Nesses locais, em 2007, foram armazenadas cinco toneladas de sementes de 120 espécies e em. 2008 e início de 2009 oito toneladas de sementes de 194 espécies, o suficiente para reflorestar e enriquecer até quinhentos hectares. Atualmente fazem parte da rede 300 coletores, 15 nós, 6 comunidades indigenas e 19 entidades de 15 municípios localizados nos eixos das rodovias BR-158 e BR-163: Nova Xavantina, Água Boa, Querência, Canarana, Gaúcha do Norte, Bom Jesus do Araguaia, São José do Xingu, Confresa, São Félix do Araguaia, Cláudia, Marcelândia, Alta Floresta, Lucas doRio Verde e Apiacás. Instituições participantes são: CPT Araguaia, ANSA, Aroeira, PA Brasil Novo, PA Jaraguá, PA Bordolândia, PA Dom Pedro, Associação Agroecológica Ribeirão, Prefeitura Municipal de Gaúcha do Norte, EMPAER, Prefeitura Municipal de Canarana, Prefeitura Municipal de Marcelândia - Viveiro, Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Centro de Vida (ICV), o Grupo de Apoio e Proteção Ambiental (GAPA), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lucas do Rio Verde, Movimento Jovem Ikpeng (MIJ), Associação Moygu, Associação Yarikaryu, Aldeia Ilha Grande (Kaiabi) e Aldeia Tuiararé (Kaiabi). O grande desafio da Rede de coletores de sementes do Xingu é a estruturação dos núcleos localizados nos assentamentos e comunidades indígenas e a construção de casas de sementes nesses locais; a elaboração de um banco de dados para facilitar a organização de pedidos, entregas e disponibilidades de sementes na rede; credenciamento e inscrição dos coletores no RENASEM; troca de experiências com outras redes de sementes e a comercialização de sementes em outros Estados.

Experiência
Rede de Sementes do Xingu
Ano de publicação
2000
Última atualização
17/04/2018
Autor/a
Relator/a
Anexo
Áreas Temáticas
Áreas Geográficas
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