Cafezal agroflorestal do S. Carlos

José Carlos da Silva é morador da comunidade São Roque – Paraty, em sua casa mora com a esposa Adalgisa e seu filho Mauro. Sr Carlos possui mais 3 filhas, um filho e netos. Sua experiência em agroecologia é fundamentada na produção agroflorestal do café, como alternativa a lavoura de banana, o forte do sítio, porém muito desvalorizada comercialmente. S. Carlos, de origem capixaba, sempre plantou a cultura do café a céu aberto, capinando rigorosamente suas entrelinhas, levando esta prática para sua terra em Paraty. Passou a perceber que com o passar do tempo as plantas de café começavam a enfraquecer, a terra ia “lavando” e a produção decaindo – “... na terra lavada e capinada as plantas não saem bem...” – constata S. Carlos. Com base nesta constatação passou a não capinar mais o cafezal, e sim roçar, passou também a deixar alguns pés de árvores no meio da lavoura, percebendo que estas práticas ao invés de prejudicar o café, ajudavam a manter o solo coberto, diminuindo a erosão, e criavam um “clima” favorável à planta. S. Carlos começou a plantar outras plantas no meio do café, tais como a banana e a palmeira juçara, verificando também a interação benéfica entre estas plantas. S. Carlos começou a aplicar os princípios agroflorestais em outras áreas do sítio a partir do contato com técnicos do IDACO, que estimularam o uso destes princípios em outras situações e com outras plantas. Foi a partir deste contato que S. Carlos se deu conta que o seu cafezal era um sistema agroflorestal de grande relevância na região. Atualmente, além do cafezal agroflorestal, S. Carlos já implantou mais duas áreas em SAF's visando a produção principalmente de palmito pupunha, cacau e banana.

Experiência
Cafezal agroflorestal do S. Carlos
Chamada
Agricultura familiar tendo como base produtiva os sistemas agroflorestais
Ano de publicação
2009
Última atualização
17/04/2018
Autoras/es
Relator/a
Anexo
Área Temática
Áreas Geográficas
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