Só vendo pra crer - experiência bem sucedida do Roçado de Dona Lêla e seu Eduardo

Quando o casal chegou na propriedade só existia cerca de 70 pés de cajueiros mal cuidados e uma terra muito esburacada, afirma dona Lêla. Atualmente já tem 375 pés de caju e uma terra bem recuperada, conforme avaliação de dona Lêla. Além dos cajueiros a experiência conta com mais de 11 espécies de fruteiras, totalizando cerca de 66 unidades já começando a safrejar, entre elas 90 mangueiras e 70 gravioleiras. Tem mais 08 espécies de plantas medicinais e 07 espécies de hortaliças. Algumas mudas dona Lêla pegou no viveiro do Centro de Educação Popular e Formação Social - CEPFS. Outra boa parte ela mesma produziu e plantou. Toda essa diversidade de plantas não impede que dona Lêla e seu Eduardo cultivem, no período das chuvas, culturas consideradas de subsistências como milho, feijão, fava, mandioca, macaxeira, bata-doce, jerimum, pepino, gergelim e amendoim. Uma outra paixão da agricultura é a produção de flores. Elas ajudam a enfeitar ainda mais o seu roçado. Ela sonha em ter um dia o seu próprio viveiro de mudas, para plantar e distribuir plantas na região. Todo o cultivo da roça é feito sem a utilização de venenos e sem queimadas. Ela afirma ainda que deixou de usar o fogo e os venenos depois que começou a fazer visitas de intercâmbio e a participar de eventos promovidos pelo CEPFS e pela Asa Paraíba. Com relação aos animais dona Lêla cria alguns bovinos, além de abelhas com ferrão e 07 espécies de abelhas nativas, dentre elas a cupira, canudo, tubiba, rajada e mosquito. Também cria galinhas. Dona Lêla cultiva hortaliças a partir de uma Mandala que é alimentada pela água de um poço amazonas existente no centro da bacia de uma barragem subterrânea construída com o apoio do P1+2 (Programa uma Terra e Duas Águas), desenvolvido pela ASA Brasil e gerenciado localmente pela Central das Associações Comunitárias do Município de Cacimbas e Região - CAMEC. Um dos indicadores utilizados para medir a melhoria no ambiente do sítio da família tem sido o reaparecimento de animais nativos, principalmente, os pássaros, que andavam sumidos. Dona Lêla afirma que se encantar com o cantar do galo-de-campina, do concriz, do golado e com a presença de outros pássaros como o beija-flor, o sanhaçu, cajá de couro e o nambu que freqüentam a sua roça.

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