Grupo de Agricultores Familiares Agroflorestais da Bacia Hidrográfica do Rio São João do Estado do Rio de Janeiro

A Associação Mico-Leão-Dourado em parcerias com a Secretaria Municipal de Agricultura de Casimiro de Abreu/RJ, APA da Bacia do São João/Mico-Leão-Dourado/IBAMA e apoio da empresa Agrojardim, tem envolvido famílias de agricultores dos assentamentos de reforma agrária: Cambucaes, Aldeia Velha e Visconde em atividades voltadas as experiências com agroecologia. Nesta parceria foram desenvolvidas oficinas para formação de dois grupos que fazem parte dos mutirões agroflorestais. Durante as oficinas também foram contemplandas avaliações das áreas implantadas de SAF em cada lote de agricultor familiar envolvido, e organização de uma agenda de trabalho de campo para a limpeza e manejo das áreas SAF implantados quando necessário. As oficinas culminaram em um curso sobre SaFs com Ernst Gotsch em novembro de 2004. A criação desses mutirões teve como objetivo principal mostrar para cada agricultor familiar como: homens, jovens e mulheres, a importância da união do grupo e facilitar o andamento das atividades. Como resultado destas atividades temos 13 famílias de agricultores envolvidos ativamente nestes mutirões e as áreas de SaF´s implantadas foram conduzidas neste sistema, onde os agricultores beneficiados se ajudaram para estabelecer os plantios. Verificou-se boa aceitação dos agricultores quanto a este sistema de trabalho, sendo a implantação realizada sem maiores problemas. Verificou-se também que tal sistema de implantação funciona como uma capacitação dos agricultores, formação de multiplicadores dentro da comunidade, onde os mesmos trocam experiências entre si, além de adaptarem melhor às novas práticas. Mais recentemente, essas adaptações tem produzido uma nova alternativa de produção de hortaliças, que esta sendo chamada de “horta-floresta”. A equipe envolvida diretamente nesta atividade organizou uma viagem técnica a Barra do Turvo/SP, em novembro de 2005, levando 13 agricultores dos assentamentos da região para uma troca de experiência com um grupo de 50 agricultores da Coopefloresta que estão produzindo e comercializando seus produtos agroflorestais no Estado de São Paulo e no Paraná. O grande potencial da agroecologia, principalmente os sistemas agroflorestais está no fato de serem sistemas similares aos sistemas naturais locais, adaptados às condições edafoclimáticas da região. Considerando as dificuldades de recursos financeiros para a prática da agricultura com alto uso de insumos externos, os produtores encontram nos sistemas agroflorestais uma forma de produzir utilizando a mão-de-obra familiar e trabalho em mutirões.

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