TERRAPIA- Alimentação Viva na Promoção da Saúde e Ambiente

Os desequilíbrios provocados pela Revolução Verde reduziram a macro e a microvida. A industrialização dos alimentos destitui a importância da qualidade da alimentação fresca para a manutenção da saúde (vitalidade). Consumidores perdem a capacidade de escolha de seu alimento (instinto) e da participação com o cuidado ambiental (manutenção de sua própria vida). Como consequência, 60% dos adoecimentos atuais são atribuídas ao estilo de vida, especialmente alimentares, nas chamadas doenças da civilização. A AGROECOLOGIA surge como resposta para novas formas de produção e comercialização de alimentos. Com base no princípio de equilíbrio SOLO SADIO – PLANTAS SADIAS – HOMEM SADIO, o campo de estudo das relações produtivas passa a ter por finalidade a sustentabilidade ecológica, econômica, social, cultural, política e ética. Apresentamos como prática agroecológica a Alimentação Viva, conceito ampliado da alimentação que envolve a produção doméstica de alimentos, a preservação ambiental a partir da organização de seu “terreno” corporal. Consideramos que o manejo do ecossistema corporal inclui os próprios hábitos de vida, ética de consumo e das eliminações no solo. Alimentação Viva é o nome dado aos alimentos que geram a vida ou reforçam a vida, avaliados segundo a “energia vital”. A vitalidade é o objeto em questão, seja do alimento ingerido, do ar, da água, e do estilo de vida como fontes de energia. Através da germinação de sementes e produção doméstica de brotos sensibilizamos para a participação na rede da vida! Produzimos Saúde: um estado de harmonia com o meio ambiente. Orientamos para o cuidado do corpo e da casa, reduzindo as eliminações poluentes: produtos químicos de higiene, hábitos de consumo e adotamos as medicinas naturais sem resíduos tóxicos. Desde 1997, oferecemos ensinamentos sobre alimentação viva e estilo de vida ecológico na horta urbana do centro de saúde da Escola Nacional de Saúde Pública- ENSP/Fiocruz. A apropriação dos conhecimentos da alimentação viva ocorre em grupo e na cooperação, como meio de desenvolvimento humano. A partir da metodologia baseada na comunidade, foram construídas relações amorosas e de apoio à mudança de hábitos de vida, estimuladas pela troca voluntária de experiências em torno da mesa de refeições. As atividades são gratuitas e recebem visitantes de diversas regiões do mundo. Na avaliação TERRAPIA de 2012, foram registrados 15.000 participantes nas Oficinas de Culinária Viva, Seminários de Alimentação viva, Cursos de Formação de Educadores, Cursos de Horta, Feiras livres e eventos realizados ao longo do ano. Acredita-se na ampliação desta prática como forma de popularizar o conhecimento sobre a alimentação viva e práticas agroecológicas, com o fim de torná-las parte da cultura alimentar. Estimulamos, com isso, o consumo de produtos com vitalidade e contribuímos para uma cultura de valorização da vida!